Dr. Arthur Garrido, Presidente Honorário e Membro Titular da Sociedade Brasileira
de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Os procedimentos que predominam no Brasil são as cirurgias que usam o grampeamento
do estômago, porém existem outras técnicas também muito boas quando bem aplicadas.
Há pacientes em quantidade para a utilização de todas as técnicas vigentes.
De três a quatro milhões de brasileiros possuem perfil para uma cirurgia, no conceito
médico, como melhor alternativa para resolver seu problema de obesidade, de saúde.
Todos os anos, no Brasil, são feitas de 20 a 25 mil operações, o que é uma gota
d’água perto desses 4 milhões. Nós sabemos que cerca de 80% da população depende
única e exclusivamente da assistência médica hospitalar do Sistema Único de Saúde
(SUS). E o SUS tem uma demanda reprimida na área de cirurgia bariátrica de grandes
proporções; todos os serviços públicos que fazem cirurgia para obesidade têm espera
da ordem de alguns anos. Temos de informar bem e trabalhar para que, dentro da área
pública, consigamos dar um atendimento mais volumoso para esse tipo de tratamento
a mais gente.
Dr. Edmundo Anderi, responsável pelo núcleo de distúrbios alimentares da Faculdade
de Medicina do ABC.
As classes médica, científica e governamental ainda não se atentaram para a seriedade do problema. Não há medidas educacionais e nem reguladoras que controlem a questão da obesidade. Fala-se muito timidamente em cuidados com alimentação e sobre a importância de consumir produtos saudáveis. É preciso deixar explícitas à população as gravidades e conseqüências da doença.
Junto à obesidade, somam-se outras doenças, como: diabetes, problemas cardiovasculares, vasculares, câncer de próstata nos homens, câncer de mama e de útero nas mulheres, pedra na vesícula, hérnia de hiato, entre outras.
A obesidade é uma doença progressiva, quanto mais cedo nós interviermos sobre ela, menos recursos vamos precisar utilizar e menores serão as consequências para o paciente.
A técnica mais indicada está relacionada à condição de vida da pessoa, qual o tempo que ela tem para comer, o quanto ela gasta de energia pra viver seu dia-a-dia, depois de traçarmos o perfil do paciente definimos pelo melhor método para aquele paciente.
Para quem está bem indicado e para quem é orientado pela equipe interdisciplinar, o Orbera™ possui resultados fabulosos. Já para aqueles que acham que não precisam se esforçar, que vão emagrecer sem sentir nada é um horror. Só aceito colocar o dispositivo se o paciente estiver totalmente ciente, faço com que ele entenda todo o processo. É importante ressaltar que se trata de algo transitório, no momento em que o Orbera™ for retirado, ele pode ter eliminado 10, 20 ou 30 quilos, mas se voltar a ser a mesma pessoa de antes do procedimento, de nada vai adiantar, o mais importante é mudar a cabeça.
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