Dr. Edmundo Anderi, responsável pelo núcleo de distúrbios alimentares da Faculdade de Medicina do ABC.
As classes médica, científica e governamental ainda não se atentaram para a
seriedade do problema. Não há medidas educacionais e nem reguladoras que
controlem a questão da obesidade. Fala-se muito timidamente em cuidados com
alimentação e sobre a importância de consumir produtos saudáveis. É preciso
deixar explícitas à população as gravidades e conseqüências da doença.
Junto à obesidade, somam-se outras doenças, como: diabetes, problemas
cardiovasculares, vasculares, câncer de próstata nos homens, câncer de mama e de
útero nas mulheres, pedra na vesícula, hérnia de hiato, entre outras.
A obesidade é uma doença progressiva, quanto mais cedo nós interviermos sobre
ela, menos recursos vamos precisar utilizar e menores serão as conseqüências
para o paciente.
A técnica mais indicada está relacionada à condição de vida da pessoa, qual o
tempo que ela tem para comer, o quanto ela gasta de energia pra viver seu dia-a
dia, depois de traçarmos o perfil do paciente definimos pelo melhor método para
aquele paciente.
Para quem está bem indicado e para quem é orientado pela equipe
interdisciplinar, o Orbera™ possui resultados fabulosos. Já para
aqueles que acham que não precisam se esforçar, que vão emagrecer sem sentir
nada é um horror. Só aceito colocar o dispositivo se o paciente estiver totalmente
ciente, faço com que ele entenda todo o processo. É importante ressaltar que se
trata de algo transitório, no momento em que for retirado, ele pode ter
eliminado 10, 20 ou 30 quilos, mas se voltar a ser a mesma pessoa de antes do
procedimento, de nada vai adiantar, o mais importante é mudar a cabeça.
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