Estudo mostra que balão intragástrico é cinco vezes mais eficaz que medicamentos

O estudo clínico “Brazilian multicentric study of the New Intragastric Balloon”, coordenado pelo cirurgião bariátrico Dr. José Afonso Sallet e apresentado no último Congresso Americano de Cirurgia Bariátrica, realizado nos Estados Unidos, apontou os resultados da utilização da técnica de balão intragástrico (BIB) nos tratamentos de obesidade.

O acompanhamento de 171 pacientes um ano após o tratamento com o balão apontou que essas pessoas conseguiram manter mais de 76% da sua perda de peso. De modo geral, os resultados do estudo mostraram que os resultados alcançados com o balão são de quatro a cinco vezes mais efetivos do que os obtidos com tratamento clínico convencional (remédios).

O levantamento coordenado pelo Dr. José Afonso Sallet confirmou resultados de estudos anteriores, detectando a perda de 90% do excesso de peso em 6 meses de permanência do balão intragástrico no caso das mulheres. Em homens, esse emagrecimento é mais lento, com perda média de 75% do excesso de peso no mesmo período.

De acordo com o especialista, o balão cria condições para que seja mais fácil emagrecer. “O balão é um auxiliar importante no processo de perda do excesso de peso para pacientes com obesidade leve, que precisam emagrecer e não tiveram sucesso com o tratamento clínico convencional (associação de medicamentos)”, explica Dr. Sallet. Outra aplicação do BIB abordada no estudo é para pessoas com obesidade mórbida e que precisam da cirurgia de estômago, mas que antes disso se vêem obrigadas a melhorar suas condições físicas como parte do pré-operatório.

Tratamento multidisciplinar – Uma das conclusões do levantamento mostra que para o tratamento com o balão ser mais eficaz do que a utilização de medicamentos (como anfetaminas, por exemplo) é preciso que o paciente se submeta ao acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. O BIB serve como um coadjuvante de um tratamento que envolve acompanhamento psicológico, nutricional, endocrinológico e de um especialista em atividade física. Isso deve durar todo o tempo em que a pessoa estiver com o balão e após a sua retirada.

Esse acompanhamento multidisciplinar se justifica por conta das inúmeras causas da obesidade: aspectos psicológicos, genética, má alimentação, sedentarismo. Diante do cumprimento rigoroso desse processo, o tratamento de obesidade com balão intragástrico tem 90% de eficácia. “Muito desse sucesso está ligado à mudança de hábitos alimentares e introdução da atividade física na rotina do paciente e isso fica claro no estudo”, explica o médico.

Dr. José Afonso Sallet é coordenador do Protocolo Brasileiro de Balão Intragástrico aprovado pelo Ministério da Saúde.


Fonte: Allergan
Data: 9/8/2007
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