Cirurgia com banda gástrica oferece resultado seguro para o paciente
A cirurgia de obesidade com banda gástrica ajustável é uma das opções para obesos mórbidos no mundo todo. Hoje, já são mais de 300 mil operações com banda realizadas, sendo que a técnica representa 30% dos procedimentos bariátricos dos Estados Unidos e 90% deles na Austrália.
A cirurgia com banda se diferencia das demais técnicas porque preserva os órgãos, já que não existe grampeamento, corte no estômago ou modificação no intestino. Outro ponto importante é que os pacientes operados com banda têm baixo risco de desnutrição, pois não existe interferência no processo de absorção dos nutrientes pelo aparelho digestivo.
“Os pacientes com banda gástrica ajustável que são bem orientados e seguidos à risca por uma equipe médica obtêm resultados muito melhores e mais consistentes do que os que passam por outros métodos”, afirma o médico nutrólogo Paulo Masano, que há cinco anos acompanha pacientes que se submeteram a cirurgias da obesidade.
Como funciona a banda gástrica ajustável – Sua principal função é controlar a quantidade de alimentos que uma pessoa pode ingerir a cada refeição, tornar a digestão mais lenta e provocar a sensação de saciedade precoce. Para isso, o dispositivo de silicone é colocado em volta do estômago, por vídeolaparoscopia, e atua como uma “cinta” que o divide em duas partes – uma pequena, onde serão processados os alimentos, e outra maior – com um estreito canal ligando-as. A banda pode ser inflada ou desinflada, ajustando o tamanho da parte superior e o canal de passagem.
A perda de peso média nos pacientes que usam a banda gástrica ajustável fica em torno de 18% do peso total. “É importante ressaltar que os resultados dependem principalmente da adesão do paciente. Sua efetividade também está ligada à atuação de uma junta multidisciplinar que envolve cirurgião, endocrinologista, nutricionista e psicólogo”, explica o cirurgião bariátrico Luiz Vicente Berti, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabolica.
Fonte:
Allergan
Data:
9/8/2007
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