31 de agosto de 2009

Obesidade extrema pode encurtar a vida em 12 anos, diz estudo

por Blog Banda e Balão


Em nossas buscas contínuas no sentido de trazer informações importantes para você, caro leitor, cara leitora, reproduzimos aqui matéria veiculada no jornal USA Today (e repercutida pelo portal Terra) que cita estudo sobre o fato de a a obesidade encurtar a vida de uma pessoa em 12 anos… vale a pena ler para nos protegermos! 

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Versão para o português: jornalista Luciana Fracchetta, do portal Terra
 

Estudo publicado pelo site do USA Today e realizado por economistas da área de saúde da Reaserch Triangle Park, N.C, afirma que pessoas com obesidade extrema vivem de 3 a 12 anos menos que pessoas com peso normal. A obesidade extrema, ou mórbida - como é mais conhecida - é considerada quando uma pessoa está 45kg acima do seu peso ideal (ou seu índice de massa corpórea ultrapassa 40).

Segundo o Cirurgião Bariátrico Marcelo Maiorano, as complicações de saúde que uma pessoa pode acarretar com peso excessivo são preocupantes. “Problemas que aparecem com a obesidade extrema como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e o aumento do colesterol no sangue, fazem com que o risco de um infarto do coração ou derrame se eleve consideravelmente. É por isso que a obesidade mórbida pode reduzir a vida de uma pessoa em até 12 anos”, disse.

O estudo também apontou que cerca de 66% dos adultos que vivem nos EUA estão acima do peso ou obesos. “No Brasil, essa porcentagem é menor e chega a ser em torno de 40%.” O médico também explica que as ocorrências de obesidade podem ocorrer com mais frequência em negros, quando comparado com brancos, e em mulheres quando comparadas com homens.

A Reaserch Triangle Park, N.C analisou dados de 366 mil norte-americanos e chegaram às seguintes conclusões:

- O excesso de peso foi responsável pela perda de aproximadamente 95 milhões de anos de vida nos EUA em 2008.

- Obesos não fumantes, com índice de massa corpórea em torno de 30, têm uma redução de um ano de vida ou menos.

- Os fumantes são os que pagam o preço mais alto. E os fumantes excessivos são os mais afetados. Um homem branco, de 18 anos, com peso normal e não fumante, tem uma expectativa de vida de 81 anos. Mas se ele é extremamente obeso, e fumante, a expectativa cai para 60 anos. Uma diferença de 21 anos.

Eric Finkelstein, um dos autores do estudo, afirma que estar moderadamente acima do peso não afeta muito na expectativa de vida das pessoas, pois hoje existem tratamentos para controlar problemas de saúde resultantes do sobrepeso, como alto colesterol, hipertensão e diabetes. “As pessoas precisam se preocupar com o sobrepeso quando possuem circunferência abdominal maior que 80cm, para as mulheres, e 94 cm para os homens. Essas têm risco elevado para diabetes tipo 2 e hipertensão”, disse Maiorano.

Uma pesquisa adicional conduzida pela mesma instituição mostra que as maiores despesas médicas dos norte-americanos são com medicamentos para controlar a obesidade. Pessoas acima do peso tiveram um custo estimado ao país de US$147 bilhões nas contas medicas em 2008 - o dobro de uma década atrás.

 



28 de agosto de 2009

Qual será o exercício físico que mais emagrece?

por Blog Banda e Balão


Mais uma matéria interessante para postarmos para os leitores do Blog, que diz respeito à importância da atividade física no sucesso do tratamento que, como sempre dizemos, tem de ser multidisciplinar.

Aliás, ficamos felizes pelo grande número de (silenciosos) leitores que aqui vêm para ficar a par de tudo. Dizemos silenciosos pois o que está faltando é mais debate, postagens de dúvidas. Aos mais de cinco mil diferentes internautas que entram mensalmente, dizemos que este espaço é de vocês e de todos que por aqui vierem. Sejam sempre todos(as) muito bem vindos(as)!

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Fonte: “Saúde e Bem Estar”. Jornalista: Francine Lima

O exercício físico que mais emagrece

 

Para funcionar, atividades têm que exigir esforço progressivo

 

Qual é o melhor exercício para perder 20 quilos? É o levantamento mais lento de garfo, poderiam dizer os médicos, fisiologistas e profissionais de educação física. Fazendo-se as contas, é fácil entender por que a dieta faz mais diferença na perda de peso que o exercício físico. O corpo perde massa quando gasta mais energia do que ingere. De toda a energia gasta por uma pessoa, 15% a 25% correspondem à atividade física. Quem tem uma dieta de 3.000 calorias por dia (bem acima da recomendada para um adulto não-atleta) e gasta 2.500 calorias para estar vivo teria de queimar pelo menos 600 calorias extras com exercícios se quisesse emagrecer sem mexer na dieta.

 

Mas os exercícios de alto gasto energético, como o boxe, são pesados demais para os obesos sedentários. A falta de preparo e as doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, poderiam nocautear o obeso muito antes de terminar o primeiro round. Para fins de perda de peso, portanto, mais vale reduzir o tamanho do prato. Então, para que serve o exercício se não é para queimar as calorias a mais?

O exercício físico “ensina” o corpo a usar os combustíveis fornecidos pelos alimentos de forma mais eficiente. No sedentário, afirma o médico do esporte Paulo Zogaib, o metabolismo está acostumado a estocar em forma de gordura quase tudo que entra. Como o corpo do sedentário se mexe pouco e gasta pouca energia, as calorias contidas em doces, massas, carnes e frituras vão quase todas aumentar os estoques de gordura dentro das células adiposas.

 

Quando a pessoa começa a se exercitar, os músculos precisam de mais energia do que estavam acostumados a usar, e o metabolismo é obrigado a se ajustar à nova necessidade. É aí, nesse ajuste, que começam a surgir os benefícios. Um deles é a maior capacidade de transformar gordura armazenada em energia. No sedentário, durante a atividade física, o corpo usa quase somente açúcar (glicose) como combustível. Mas o açúcar sozinho não serve para esforços de longa duração. Na queima do açúcar, fica um resíduo metabólico chamado ácido lático, que causa a dor da cãibra e limita o tempo de esforço. A gordura armazenada é um combustível mais eficiente, e é o condicionamento físico que mostra ao corpo o caminho até ela.

 

A questão é qual exercício vai ter melhor resultado em cada pessoa. O tempo de esforço que cada um suporta depende do peso corporal, da quantidade de massa muscular, da capacidade de consumo de oxigênio e de muitos outros fatores. Segundo Zogaib, não vale a pena apostar todas as fichas num exercício muito difícil, que vá esgotar suas energias em dois minutos. Nem num muito fácil, que se possa suportar por uma hora mas que não vá mudar nada no metabolismo. “O ideal é procurar um nível de esforço que seja difícil e que se possa continuar por 20 a 30 minutos”, diz. Normalmente, isso equivale a algo entre 60% e 70% da carga máxima que você aguenta, que pode ser medida pelos batimentos cardíacos.

 

A chave para ter resultado sempre é não se acomodar no esforço confortável. Como o corpo condicionado fica mais capaz de realizar esforço, exercitar-se aquém dessa capacidade significa descansar. É preciso dificultar um pouco mais o exercício a cada vez.

 

“Quando o corpo se ajusta ao maior consumo de energia, surgem os benefícios”
PAULO ZOGAIB, médico do esporte

 

Os exercícios contínuos de longa duração (caminhada, corrida de fundo, natação) foram por muito tempo considerados a melhor opção para emagrecer. Mais recentemente, no entanto, percebeu-se que é mais fácil perder peso combinando esses exercícios (chamados aeróbicos) com os exercícios de força, que aumentam a massa muscular. Isso porque os músculos são grandes consumidores de energia. A musculação aumenta esse consumo não só durante, mas também horas depois do exercício. Num estudo com adolescentes obesos realizado pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) na Universidade Federal de São Paulo, a eficácia dessa combinação foi testada e comparada com aquela antiga, recomendada pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte. Todos os voluntários seguiram durante um ano a mesma terapia, que inclui exercícios monitorados, orientação nutricional, atendimento psicológico e atendimento clínico. Mas, na hora dos exercícios, ao longo de 14 semanas, eles foram divididos em dois grupos. Parte deles fez 60 minutos de caminhada ou corrida na esteira, três vezes por semana, enquanto os demais fizeram 30 minutos de exercício na esteira mais 30 minutos de musculação.

 

Esses 30 minutos de musculação não eram iguais em todas as sessões. A cada dia da semana havia um treino com cargas diferentes. E, a cada quatro semanas, a sobrecarga usada mudava. É a periodização. “Esse tipo de treino normalmente é proposto para atletas e esportistas”, diz Denis Foschini, autor do estudo. Ao final, ele observou nos voluntários do grupo da musculação um melhor ganho de saúde em comparação com o primeiro grupo. Foram registrados melhores resultados em matéria de resistência à insulina, colesterol, força e massa muscular, taxa metabólica de repouso e diminuição da dor. “O grupo que fez só esteira perdeu força, enquanto o da musculação aumentou a força muscular em 300%, em média”.

 

Luis Filipe Galo, de 19 anos, entrou no programa pesando 98 quilos e saiu com 74. Ele ficou surpreso quando, após a bateria de exames que a equipe da Unifesp encomendou, no começo do ano passado, foi diagnosticado como obeso, com problemas no fígado, resistência à insulina e um tumor maligno na tiroide. Até então, sua barriguinha proeminente, nem tão grande assim, não incomodava muito e ele levava tranquilo sua vida sedentária. Por sugestão da mãe, inscreveu-se no programa da universidade. Logo que começou com os exercícios e a dieta, aderiu ao novo estilo de vida. “No começo dói o corpo todo. Mas adorei tudo desde a primeira semana”, diz Galo. Agora ele tem de se cuidar por conta própria. Sem a tiroide por causa do tumor, pretende manter o peso numa academia assim que se recuperar da cirurgia.

 

Ainda que a perda de peso seja lenta, os resultados das alterações metabólicas podem ser sentidos longe do espelho. À medida que se adapta aos novos esforços, o corpo sofre menos para executar movimentos que antes eram um suplício. A estudante Fernanda Larissa Camilo já tinha tentado diversas vezes perder peso numa academia. A inibição diante de sarados e magrinhas e o tédio na musculação a levavam a desistir. Depois de um ano de terapia com o GEO, já acha o exercício prazeroso. “Fico feliz quando consigo aumentar a carga”.

 

Os especialistas afirmam que é mais importante apreciar as pequenas mudanças e adotar para sempre o hábito de se mexer que realizar grandes esforços e emagrecer rapidamente. Com o tempo, um lance de escada que antes causava suadouro exagerado, dor nos joelhos e preguiça passa a fazer parte do cotidiano. Mais disposto e sem dores, o ex-obeso começa automaticamente a se movimentar mais e a gastar mais energia. É um longo processo, mas ele funciona.

 

O exercício físico que mais emagrece      

 

Para funcionar, atividades têm que exigir esforço progressivo

 

 

A melhor opção é sempre aquela que você não vai largar. Invista no prazer

 

 

O conselho dos especialistas é: pratique a atividade física de que você mais gosta. Assim é mais fácil manter o hábito. Até jogar peteca dá bom resultado. Basta ir ajustando a duração e a intensidade à medida que aumentar sua capacidade. Depois, pode-se evoluir para modalidades mais intensas. Quem quer praticar corrida deve se certificar de que as articulações estão aptas a suportar um impacto equivalente ao dobro de seu peso corporal. “É preciso muito cuidado com o aparelho locomotor”, diz Arnaldo José Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.

 

 

CAMINHADA
Apesar de ser um dos exercícios mais leves, pode representar um esforço intenso para uma pessoa muito pesada e sedentária. É a modalidade mais segura. De baixo impacto, não força muito as articulações. Requer apenas um tênis confortável, uma bela paisagem e, se quiser, boas companhias

 

DANÇAS
As de salão são uma boa alternativa para quem não gosta de monotonia. Podem ser mais intensas que a caminhada, pois movimentam o corpo todo. Mas não vale ficar no fundo da sala assistindo. A dança funciona como exercício aeróbico – desde que você dance sem parar

 

NATAÇÃO
Recomendada como atividade aeróbica, é indicada para quem gosta de ficar sozinho, no silêncio. Tende a gastar menos energia que a corrida, mas tem a vantagem de não exercer impacto sobre as articulações. O ideal é complementá-la com exercícios de força

 

HIDROGINÁSTICA
Pode ser programada para exercitar força e capacidade cardiovascular alternadamente. Aparelhos que aumentam a resistência da água intensificam o esforço e aumentam o suadouro, preservando coluna e joelhos. Ótima opção para “pegar pesado” sem precisar levantar peso

 

MUSCULAÇÃO
Complemento importante dos exercícios aeróbicos, aumenta a massa muscular e o gasto energético. Também ajuda a proteger as articulações e fortalece os ossos. A pessoa pode fazer todos os exercícios sentada e com a coluna apoiada, o que facilita os movimentos para os muito obesos

 

 

 

 

 

 



28 de agosto de 2009

Os riscos da obesidade infantil

por Blog Banda e Balão


Recentemente, deparamo-nos com esta interessante matéria escrita pela jornalista Sabrina Passos que alerta para uma questão que, infelizmente, vem crescendo sobremaneira: a OBESIDADE INFANTIL. Resolvemos compartilhar com vocês este importante assunto… boa leitura!

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O problema da obesidade é, infelizmente, generalizado.

Isso significa que todas as idades vêm sofrendo, principalmente, com a má alimentação e a diminuição das atividades físicas. E as crianças não ficam ilesas. A obesidade é considerada a doença crônica que mais prevalece na população infantil.

Dados indicam, segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), que um processo de transição nutricional vem ocorrendo nas ultimas três décadas. A avaliação de crianças brasileiras estudada pela Pesquisa Brasileira do Orçamento Familiar do IBGE indica que, na faixa etária de 10 a 19 anos, a frequência de excesso de peso é de 16,7%. Esta freqüência é ainda maior para os pré-adolescentes, entre 10 e 11 anos, chegando a 22%.

O mesmo estudo aponta que as meninas sofrem mais do problema que os meninos e que nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste o número de pequenos obesos é maior. “Meninas do sudeste urbano apresentam os maiores índices de obesidade entre as crianças e adolescentes do país, chegando a 4%”, calcula a nutricionista Mariana Del Bosco, do Departamento de Nutrição da ABESO.

Segundo ela, o tratamento da criança obesa deve ser instituído o mais precocemente possível, assim que se faz o diagnóstico. “Os estudos apontam que a maneira mais eficaz de tratar a obesidade infantil, de forma que a criança emagreça e mantenha-se num peso saudável a longo prazo, é a reeducação alimentar, inserida num processo de mudança de comportamento, tanto com relação às práticas alimentares, como com relação ao estilo de vida”, ensina a profissional. Além disso, a prática de exercícios físicos é fundamental. “A criança deve abandonar os hábitos sedentários e gastar mais energia com atividades do dia-a-dia, além de ter uma atividade física programada”, recomenda.

Ela indica ainda que família toda siga orientações para uma alimentação mais saudável. “Devemos rever e orientar a aquisição dos gêneros alimentícios, a forma de preparo e o padrão de consumo. De maneira geral, diminuindo o consumo de alimentos de alta densidade energética (frituras, guloseimas, fast-food) e estipulando frequência e quantidade adequadas. É também importante ajustar os horários, garantindo o fracionamento adequado. Práticas como comer na frente da TV ou computador devem ser abandonadas”, finaliza. Para tirar ainda mais dúvidas sobre esse assunto, o Vila Filhos foi conversar com o endocrinologista Marcio Mancini, presidente da Abeso, que falou sobre os perigos da doença e o uso de medicamento e até cirurgia como tratamento.

A obesidade infantil pode ser fatal?
Dá-se menos atenção à obesidade na infância, mas ela leva às mesmas doenças que na idade adulta, ou seja, pressão alta, alteração de colesterol, diabetes, apnéia do sono, etc. Raramente ocorrem mortes em consequência da obesidade na infância, mas ocorre uma redução da expectativa de vida.

Que tipo de problemas ela acarreta principalmente?
Além dos já citados, agravamento de quadros de asma e outras doenças respiratórias, dores articulares e inadequação à atividade física, desajustes psicológicos, depressão e até isolamento.

Quais as principais causas: orientação inadequada ou alimentação incorreta mesmo?
Falta de atividade física e alimentação incorreta com excesso de gorduras e açúcares são as principais. Claro que há crianças com maior propensão, por isso é indicado a consulta com especialistas como endocrinologistas e nutricionistas.

Filhos de pais obesos possuem mais chances de desenvolver o problema do que os que possuem histórico familiar saudável?
Sim, pela causa genética e por compartilhar de ambiente inadequado.

Criança pode tomar medicação para emagrecer? E pode fazer a cirurgia de redução de estômago?
Casos selecionados podem usar medicações, desde que prescritas por especialista com experiência na área. A cirurgia de redução de estômago seria uma medida de exceção, somente se aprovada por uma junta médica e por um conselho de ética da instituição, além do próprio Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

Por Sabrina Passos



23 de julho de 2009

Quando o trabalho afeta a saúde: entenda relação do estresse com obesidade

por Blog Banda e Balão


Pessoal, primeiramente, queremos agradecer a ótima audiência do Blog! Você é sempre muito bem vindo, muito bem vinda! Pena que a maioria é tímida e não participa (ainda) de discussões. Mas sabemos que lêem a aproveitam tudo. E, por isso, buscamos, cada vez mais, trazer matérias e artigos diferenciados para que possam aproveitar. Vejam que interessante esta publicada ontem, quarta-feira, pelo InfoMoney…

Quando o trabalho afeta a saúde: entenda relação do estresse com obesidade


Fonte: InfoMoney (jornalista: Flávia Furlan Nunes)

SÃO PAULO - Você trabalha muito, dorme pouco, come mal e ainda não faz exercícios físicos. A combinação é terrível para a sua saúde física e mental. Muitos profissionais sabem disso, mas pouco fazem para mudar a situação. O fato é que, dentre as muitas doenças que se pode desenvolver, em meio a essa rotina de estresse, está a obesidade.

De acordo com a diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional), Ellen Simone Paiva, as características da vida moderna podem estar relacionadas a um balanço energético positivo, levando ao ganho de peso. “Dentre elas, podemos citar a alimentação inadequada, o sedentarismo e o estresse”, afirmou.

Não é à toa que, dentre as queixas mais comuns entre as pessoas que procuram tratamento para a obesidade, está o estresse, apontado por 80% daquelas que ganharam peso.

Estresse e obesidade
O corpo responde ao estresse por meio de adaptações físicas ou comportamentais. Na realidade, o problema aumenta o estado de alerta diante de novas situações, a tolerância à dor e a produção e liberação de substratos energéticos dos estoques corporais, principalmente sobre a forma de glicose e gordura… É então que o estresse pode gerar a obesidade.

“Esses substratos em excesso são conhecidos por causar alterações metabólicas ligadas à obesidade e ao diabetes”, disse a médica.

Existe ainda um fator comportamental que faz com que o estresse gere aumento de peso. “Os relatos são unânimes: as pessoas comem muito mais quando expostas a fatores de estresse, podendo ocorrer queixas de fome excessiva, comportamento “beliscador” e até uma necessidade patológica de consumir grandes volumes de alimentos, a chamada compulsão alimentar”, relatou.

Os hormônios e o sono
Em quadros de estresse, notou-se também o aumento de alguns hormônios relacionados à obesidade, como o corticóide, que têm a capacidade de aumentar o peso dos pacientes, quando usado sob a forma de medicamento e até quando produzido em excesso pelo organismo.

“Nossas dúvidas não estão sanadas a esse respeito, uma vez que muitos indivíduos estressados e com elevação da cortisona não engordam e, por outro lado, muitos obesos estressados não expressam aumento do seu corticóide endógeno. Por isso, muito provavelmente, a diferença entre estes pacientes é o volume de alimentos ingeridos”, afirmou Ellen.

Além disso, a falta de sono provocada pelo estresse também pode causar a obesidade, o que é explicado por vários fatores. “O primeiro deles trata-se de um estado de estresse crônico. Além disso, várias alterações hormonais induzidas pela privação de sono podem influenciar o ganho de peso, como é o caso da grelina e leptina, hormônios relacionados ao controle da fome e da saciedade”, disse a diretora do Citen.

O que pesa mais
Entre aspectos biológicos e comportamentais, Ellen disse que o segundo tem mais importância no ganho de peso em quadros de estresse. “O maior fator associado ao ganho de peso é comportamental. O que engorda é o balanço energético desfavorável: a associação da ingestão excessiva de calorias somada ao sedentarismo”, concluiu.

 



15 de julho de 2009

Efeitos da alimentação rica em gorduras em mulheres

por Blog Banda e Balão


Matéria veiculada pelo jornal Correio Braziliense em 8 de julho busca entender os mecanismos da obesidade feminina através de pesquisa realizada pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE), envolvendo 80 mulheres na pré-menopausa que apresentavam excesso de peso.

 

O padrão alimentar da brasileira é diferente quando comparado às norte-americanas e às européias. No caso do Brasil, as mulheres consomem 45% mais gordura saturada na alimentação regular e, além disso, possuem o hábito de praticar uma quantidade menor de refeições diárias, acreditando ser essa uma solução para o emagrecimento.

 

As participantes foram divididas em dois grupos onde o consumo de gordura saturada foi diferente de um para outro.

 

Ao concordar em participar do estudo, as mulheres foram acompanhadas durante dois meses e, ao final, tiveram os resultados de seus hábitos alimentares avaliados pelos cientistas que constataram melhores condições de saúde em mulheres que participaram do programa de atividade física proposto somado à orientação nutricional. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que boa parte da falta de saúde é causada pela inatividade física.



26 de junho de 2009

Tá certo; fiz o tratamento. E agora? Como devo me alimentar e combinar o que como?

por Blog Banda e Balão


Todo mundo está “careca de saber” o que cada comida tem de bom e de ruim. Mas o grande lance é saber como os nutrientes de cada uma interagem com os de outra para que se tenha o resultado tão esperado.

 

Para tal, é importante que se tenha um acompanhamento de nutricionista. Ao contrário do que imaginamos, nem sempre preparar aquele prato colorido e saboroso significa que ele seja efetivamente nutritivo. É importante ser levado em conta como cada nutriente irá entrar em cada célula para que esta cumpra a sua função.

 

É importante ser analisado o momento que a pessoa está passando para que se possa calcular e combinar corretamente os nutrientes. Uma mulher grávida, por exemplo, absorve mais nutrientes do que uma não-gestante. Já um idoso perde mais, pois não tem a mesma quantidade de enzimas digestivas de um adulto jovem.

 

Doenças metabólicas (como obesidade, pressão alta, colesterol alto e diabetes tipo 2, por exemplo), assim como ingestão de antibióticos, antiácidos e drogas para perda de peso também mexem com as funções orgânicas, atrapalhando a ação de vitaminas e minerais. Por isso, o acompanhamento de uma nutricionista é primordial.

 

Como evitar a perda de (veja abaixo tabela com alimentos):

 

Cálcio. Falta de cálcio resulta em um mal para os ossos, podendo levar a osteoporose. E o aproveitamento do mineral fica comprometido quando o ferro entra em ação. O melhor é deixar para consumir as fontes de cálcio fora das refeições principais (almoço e jantar).

 

Cobre. O excesso de zinco prejudica a absorção do cobre por competirem pela mesma proteína na mucosa intestinal. O cobre é utilizado pelo organismo na fabricação da hemoglobina e do hormônio da adrenalina e na formação de tecidos. Atente-se para não misturar carnes bovinas, aves, leite e derivados (fontes de zinco) com vísceras (fígado e rim), nozes, frutas secas e cereais integrais (que contêm cobre).

 

Zinco. Esse micronutriente forma uma barreira protetora no organismo contra gripes e resfriados e ajuda no desenvolvimento do aparelho reprodutor. Mas, para não prejudicar seu trabalho, é preciso consumir ferro e cálcio nas quantidades recomendadas (8 g para o primeiro e 1 g para o segundo). Outra substância que, quando consumida em excesso, elimina o zinco é o ácido fólico, presente no fígado, abacate e brócolis. O jeito, então, é apostar no consumo adequado (11 g) de zinco, investindo em ostras, carnes vermelhas magras, iogurtes e cereais enriquecidos com o mineral.

 

Ferro. O oxalato, substância presente na beterraba, no espinafre e na batata-doce também diminui a absorção de ferro. Já os taninos, encontrados no chá mate e preto, prejudicam apenas a absorção do ferro heme.

 

Ferro

Feijão

Vitamina C (ácido ascórbico)

Laranja

Vitamina A

Cenoura, gema de ovo, damasco, pêssego, abóbora e pimentão amarelo

Cálcio

Leite, queijos e derivados

Vitamina E

Soja

Vitamina D

Manteiga e gema de ovo

Gorduras

Azeite

Vitamina K

Brócolis

Vitamina K

Tomate



4 de junho de 2009

O IMC é uma medida precisa da obesidade?

por Blog Banda e Balão


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Pessoal, trazemos aqui para discussão no Blog uma matéria bacana e interessante que encontramos em nossas pesquisa. Leia e comente… será um prazer conversarmos sobre esta questão por aqui.

Fonte: “ComoTudoFunciona” e TVUol

É importante lembrar que, apesar do IMC ser preciso na maior parte das vezes, ele pode superestimar ou subestimar a gordura corporal, às vezes. Por exemplo, o IMC não diferencia a gordura corporal e a massa muscular, que pesa mais do que gordura. Muitos jogadores de futebol foram rotulados como “obesos” devido ao seu IMC quando, na verdade, tinham uma porcentagem de gordura corporal muito baixa.

O IMC nem sempre é preciso nos resultados fornecidos para idosos, que já perderam muita massa muscular e óssea, fazendo com que possam estar acima do peso mesmo que seu IMC diga que estão dentro da faixa normal. E o IMC também pode apresentar diferenças para os distintos grupos étnicos, por exemplo, os asiáticos podem começam a correr risco de ter problemas de saúde com um IMC menor do que os europeus.

 Devido à possibilidade de erros, o IMC deveria ser apenas mais um método de medição usado para avaliar o peso e saúde do paciente. Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA  recomendam que os médicos avaliem se seus pacientes estão acima do peso baseando-se em três fatores:

  1. IMC;
  2. circunferência da cintura: uma medida da gordura abdominal;
  3. fatores de risco para doenças associadas à obesidade, tais como: pressão alta, colesterol, LDL (”ruim”) alto, colesterol HDL (”bom”) alto, alto índice de açúcar no sangue e fumo.

Muitos especialistas em saúde dizem que a porcentagem de gordura corpórea é um indicador melhor da situação do peso do que o IMC. Mas a gordura corporal nem sempre é tão fácil, ou tão barata, de ser medida. Testes como medidas de dobras cutâneas (nos quais o técnico pinça uma dobra da pele para medir a camada de gordura subcutânea sob ela), absormetria radiológica de dupla energia (DEXA, que mede a densidade óssea) ou impedância bioelétrica (que mede a oposição a um fluxo de corrente elétrica através do corpo, a impedância é baixa em tecido magro e alta em tecido gorduroso) são mais precisos, mas devem ser feitas somente por profissionais médicos treinados.



22 de maio de 2009

Por que cada vez mais obesos escolhem a cirurgia de Banda Gástrica?

por Blog Banda e Balão


Mais de meio milhão de pessoas submeteram-se ao procedimento no mundo todo

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Matérias jornalísticas do mundo inteiro apontam para o aumento de utilização do procedimento de Banda Gástrica Ajustável para a eliminação de peso e aumento da qualidade de vida.

 

Mas por que será que isto vem ocorrendo? Primeiramente, é bom saber que este procedimento é voltado para as pessoas que possuem índice de massa corpórea (IMC) igual ou superior a 40 Kg/m2. Ou acima de 35 Kg/m2 com doenças associadas (como, por exemplo: diabetes, pressão alta, colesterol alto, doenças cardiovasculares, entre outras que podem comprometer a vida de uma pessoa).

 

Antes porém de continuarmos o post, é importante que fique claro o que vem a ser IMC. Ele é um número que representa quanto temos de peso pela área de nosso corpo. Conseguimos o valor dividindo nosso peso pelo quadrado de nossa altura (P/h2).

 

Mas continuando, perguntamos: quanto tempo demoramos a chegar a este peso? Com certeza foram anos e anos, comendo e deixando de praticar atividades físicas. Mas, aí, quando realmente “acordamos” para a questão, bate o desespero. “E agora???”, perguntamos. Num primeiro impulso, dá vontade de fazer alguma coisa para perder tudo de uma vez. Aí, o segredo é controlar a ansiedade e buscar métodos que façam eliminar peso de forma mais pausada, resgatando a qualidade de vida. Se engordamos aos poucos por que devemos emagrecer “de uma só vez”? É antinatural e até perigoso…

 

A Banda proporciona a perda de peso gradual e natural e o mais bacana que se chega aonde se almeja, no peso ideal, sem precisar cortar o estômago, já que é uma cirurgia não invasiva, que pode ser revertida, além de mais segura. No Brasil, sua utilização vem crescendo significativamente. Já na Austrália, Europa e nos EUA, é a técnica mais utilzada.

 

 

 

 



22 de maio de 2009

Uma oportunidade interessante para você conhecer mais sobre a Banda Gástrica…

por Blog Banda e Balão


 

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Você, telespectador, internauta, poderá conhecer com mais detalhes a técnica de colocação de Banda Gástrica, numa entrevista, de meia hora, concedida pelo gastroenterologista e cirurgião Denis Pajecki ao programa “Falando Nisso”, da “TV Aberta”, de São Paulo. Por meia hora, ele explica, com detalhes, este procedimento e a paciente Rosmary conta o que sentiu e como está depois de sua colocação e eliminação de grande quantidade de peso. Segundo ela, que tem 60 anos, “agora quero curtir a vida de montão e desejo viver, no mínimo, até os 100 anos, já que estou com um montão de novos projetos”.

 

Você poderá assistir ao programa no próximo dia 1º de junho, às 23h, pelo link: www.tvaberta.com

 

 

 



7 de maio de 2009

Qual é a parte do corpo mais difícil de emagrecer e perder medidas?

por Blog Banda e Balão


Uma interessante pesquisa realizada por um portal pergunta qual é a parte de seu corpo mais difícil de emagrecer e perder medidas.

Achamos interessante e resolvemos perguntar aqui também para que possamos compartilhar as informações e nos auxliar mutuamente a conquistar uma melhor qualidade de vida. Aliás, é tudo que queremos sempre: melhor qualidade de vida.

Então, para você, qual é a parte do corpo mais difícil de emagrecer e perder medidas?