22 de outubro de 2009

Mulher do futuro será menor, mais gordinha e mais fértil, diz estudo - Publicidade da New Scientist

por admin


Mulheres do futuro serão levemente mais baixas e rechonchudas, terão corações saudáveis e um tempo reprodutivo mais extenso.
“Isso é simplesmente falso”, disse Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale. Ele afirma que, embora as diferenças na sobrevivência já não possam mais selecionar aqueles com maior aptidão e seus genes, as diferenças na reprodução ainda podem. A questão é se mulheres que têm mais crianças possuem esses traços distintivos, que elas repassariam aos seus descendentes.

Para desvendar a questão, Stearns e seus colegas trabalharam com dados do Framingham Heart Study, que trazia o histórico médico de mais de 14 mil residentes da cidade de Framingham, Massachusetts, desde 1948 –que englobam três gerações em algumas famílias.

A equipe estudou 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa, e então cruzaram os dados com as respectivas vidas reprodutivas. Para este grupo, a equipe de Stearns testou a altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras características correlacionadas com o número de crianças a que elas deram à luz. Eles controlaram alterações devido a fatores sociais e culturais, para calcular o quão forte é a seleção natural para moldar estas características fisiológicas.

E é muito, segundo se confirmou. Mulheres mais baixas e gordas tendem a ter mais filhos, em média, do que outras, mais altas e magras. Mulheres cujos colesterol e pressão eram baixos também tinham mais filhos, e –não surpreendentemente– tiveram seu primeiro na juventude e entraram na menopausa mais tarde. A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças.

Caso a tendência persista por dez gerações, calcula Stearns, a mulher média em 2409 será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada do que ela é atualmente. Ela dará à luz o seu primeiro filho cinco meses mais cedo e entrará na menopausa dez meses mais tarde, em relação à média atual.

É difícil dizer o que direciona para estas características, e discernir se elas estão sendo disseminadas por genes de mulheres, mas, pelo fato de Stearns controlar muitos dos fatores sociais e culturais, é provável que isso tenha resultado em um documento genético, em vez de um trabalho acerca de evolução cultural.

Não é o primeiro estudo concluindo que a seleção natural está “operando” nos humanos atualmente; a diferença é que muitos dos trabalhos anteriores foram concluídos de diferenças geográficas nas frequências de genes, e não de avaliações diretas do sucesso reprodutivo. Isso deixa o estudo de Stearn como, talvez, a mais detalhada medição da evolução humana atual.

“É interessante que o quadro biológico subjacente ainda é detectado sob a cultura”, diz ele. Análises a longo prazo de outros conjunto de dados médicos pode jogar mais luzes sobre a interação entre genética e cultura.



7 de outubro de 2009

Homer Simpson é o novo guru britânico para uma boa alimentação

por admin


LONDRES (Reuters) - Esqueça a pizza e as rosquinhas recheadas –o governo britânico quer que os fãs dos Simpsons passem a comer de maneira mais saudável.

O Departamento de Saúde está gastando 1 milhão de dólares para patrocinar episódios do desenho no Channel 4 como parte da campanha Change4Life (Mudança para a Vida).

Antes do início dos programas patrocinados, personagens do desenho que fingem ser membros da família são mostrados sentados em um sofá debruçados sobre sorvetes e batatas fritas que depois se transformam em alternativas mais saudáveis.

O governo espera que os telespectadores percebam que devem seguir este comportamento, e não a dieta baseada em cerveja e rosquinhas recheadas de Homer Simpson e sua família.

A ministra da Saúde Pública britânica, Gillian Merron, disse que o objetivo é criar maneiras novas e inovadoras de atingir a audiência.

“Os Simpsons são uma família unida e muito amada que enfrenta os desafios diários que famílias modernas passam”, afirmou em comunicado.

“Enquanto eles certamente fazem algumas escolhas questionáveis sobre como fazer as coisas, dão uma maneira popular e atraente para repassar a mensagem às famílias da vida real sobre maneiras simples de melhorar a dieta e atividade para uma vida para saudável”, disse.

(Reportagem de Michael Holden)

Fonte: yahoo.com.br



30 de setembro de 2009

Você sabe a diferença entre dieta e reeducação alimentar?

por amdanon


Alimentos devem ser bem analisados e corretamente consumidos
Alimentos devem ser bem analisados e corretamente consumidos

Toda hora ouvimos os dois termos; mas, afinal, qual é a diferença. Não é a mesma coisa???

Em primeiro lugar, dieta é algo que fazemos por um determinado tempo com a finalidade de perda de quantidade específica de peso. Porém, quando ela termina, os riscos de voltarmos a ganhar quilos na balança é muito grande. Na dieta, como há um prazo para se atingir a meta (perda “x” de quilogramas), quando se chega lá as pessoas tendem a relaxar e ganhar tudo o que haviam perdido. Até, muitas vezes, mais.

O segredo, então, prá que a gente possa ter uma vida saudável e com qualidade de vida duradoura é uma verdadeira reeducação alimentar. Mas, então, afinal, o que é?

Reeducação alimentar, como o nome diz, é aprender a comer de forma correta para que possamos nos sentir melhor conosco mesmos. Para tal, é importante entendermos o valor de cada alimento, a quantidade de vezes que se deve comer, a quantidade certa e as horas corretas das refeições.   

A correta reeducação alimentar (é importante lembrarmos que o ideal é ser acompanhado por nutricionista) vai fazer a pessoa perder peso e, principalmente, manter este peso conquistado. Com isso, a pessoa vai estar com mais saúde, disposição, melhor estética e qualidade de vida.  



16 de setembro de 2009

Senadores querem limites na propaganda de alimentos para crianças

por amdanon


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fonte:Portal Senado

Com o propósito de restringir a influência dos anúncios na dieta alimentar de crianças e adolescentes, ameaçados cada vez mais por fenômenos como a obesidade e o colesterol alto, tramitam no Congresso diversos projetos alterando as regras para propaganda direcionada a esse segmento.

 

Um dos primeiros senadores a propor restrições à propaganda de alimentos infantis foi o também médico Tião Viana (PT-AC). Ele e vários outros senadores, como os médicos Augusto Botelho (PT-RR) e Papaléo Paes (PSDB-RR) e as senadoras Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Marisa Serrano (PSDB-MS), têm como alvo a sedução exercida pela propaganda sobre os brasileiros mais jovens, faixa etária que hoje apresenta índices de obesidade próximos até mesmo aos norte-americanos.

 

PLS 25/03, de Tião Viana, só permite a propaganda de alimentos no rádio e na TV entre as 21h e as 6h, exatamente como pretende a Anvisa. Como lembra o senador pelo Acre, a formação dos hábitos alimentares, bons ou ruins, começa na infância e costumam ser mantidos ao longo da vida. Por isso é tão importante que, desde cedo, a pessoa não se acostume a uma dieta que possa acarretar sobrepeso já na infância e obesidade na fase adulta.

 

Já o PLS 150/09, da senadora Marisa Serrano, é bastante abrangente. Define em lei os teores máximos de açúcar, gordura e sódio dos alimentos que sofrerão restrições de publicidade, estabelece critérios para a propaganda e outras ações de divulgação.

- Em todo o mundo, é possível verificar uma tendência no sentido de uma ação reguladora do Estado em relação ao marketing de alimentos. Diversos países já adotaram medidas semelhantes às aqui propostas, como uma forma de proteger a saúde pública.

 

PLS 121/05, de Papaléo Paes, já aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), quer obrigar as empresas a informar nos rótulos de alimentos e bebidas o valor energético dos produtos, mesma providência sugerida pelo senador Jayme Campos (DEM-MT) no PLS 196/07. Papaléo diz que é preciso incentivar o consumo responsável e, consequentemente, auxiliar no controle da obesidade, que já atingiria, em algumas cidades, 30% das crianças e adolescentes.

- O caminho para modificar os desequilíbrios na dieta do brasileiro e prevenir a obesidade é seguir as orientações da Assembléia Mundial de Saúde, em 2004: informar a população sobre a importância de uma alimentação equilibrada e implementar políticas públicas que permitam a adoção de práticas saudáveis de alimentação.

 

Lúcia Vânia vai mais além. Seu PLS 431/03, aprovadopela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) diz que a propaganda e os rótulos de refrigerantes deverão advertir sobre os riscos que o consumo excessivo pode provocar à saúde.

- O consumo nacional de refrigerantes duplicou em cinco anos. Esses alimentos têm elevado conteúdo energético, mas baixíssima ou nenhuma quantidade de proteínas, vitaminas ou sais minerais. Do ponto de vista nutricional, são alimentos de elevada concentração de calorias vazias.

 

Augusto Botelho também quer impor restrições à publicidade de alimentos e bebidas, especialmente os de baixo valor nutricional ou os que podem ser nocivos à saúde. O senador acredita que essa mudança poderá beneficiar a sociedade brasileira, ao impedir a veiculação de publicidade de alimentos “nefastos”, dirigida a crianças e adolescentes.

 

Botelho optou por uma proposta de emenda constitucional (PEC 73/07) que incluiria tais alimentos e bebidas entre as exceções ao artigo 220 - que proíbe o cerceamento à “manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação” -, onde já constam tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias.

 

 

 

 

 



16 de setembro de 2009

Presidente dos EUA é favorável a taxar refrigerantes para combater obesidade…

por amdanon


E você, o que acha a respeito?

 

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(fonte:AFP)

WASHINGTON — O presidente americano, Barack Obama, declarou-se favorável à ideia de impor uma taxa adicional sobre os refrigerantes para financiar o combate à obesidade, mas admitiu que os interesses econômicos em jogo tornam o caso complicado.

“É uma ideia que deveríamos aprofundar”, declarou Obama à revista Men’s Health, referindo-se à sugestão de instaurar uma taxa adicional sobre os refrigerantes e outros produtos ricos em açúcar para lutar contra a obesidade.

“Nossas crianças bebem refrigerantes em demasia. Mesmo que o consumo destas bebidas não seja a única causa da obesidade, é um fator essencial”, disse o presidente, segundo trechos da entrevista publicados previamente pela revista.

 

Obama ressaltou, porém, que as “resistências” a esta ideia seriam muito fortes, sobretudo nos estados americanos produtores de açúcar. Segundo ele, estes estados “são sensíveis a todos os fatores que podem reduzir a demanda”.

Além disso, “as pessoas talvez não queiram ouvir alguém lhes dizer o que devem comer ou beber, e entendo isso”, explicou Obama nesta entrevista, dedicada às maneiras de manter uma vida mais saudável e ao grande projeto presidencial de reforma do sistema da saúde.

 

Obama, que pratica exercícios quase todos os dias, se descreveu como uma pessoa que “tem uma alimentação saudável”.

 

O presidente mandou colocar uma taça cheia de maçãs no Salão Oval. “Foi a primeira medida de reforma da saúde que tomamos”, brincou.

 

De acordo com um relatório publicado em julho, dois terços dos americanos e um quinto das crianças são obsesos ou têm problemas de excesso de peso. O tratamento das doenças decorrentes da obesidade custa quase 150 bilhões de dólares a cada ano, quase duas vezes mais que o do câncer, alertaram as autoridades sanitárias.



16 de setembro de 2009

Obesidade e doenças crônicas podem levar à disfunção erétil

por amdanon


Congresso da Sociedade Latino Americana de Medicina Sexual relaciona problemas de saúde aos sexuais

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Fonte: portal da Editora Abril

idade estaria relacionado diretamente a disfunção erétil

A cidade de Florianópolis recebeu médicos de todo o mundo para o Congresso da Sociedade Latino Americana de Medicina Sexual de 2009. Entre os temas abordados no evento está a relação entre os níveis de testosterona e as doenças crônicas, entre elas a diabetes e a obesidade. 

“Ao longo do tempo, as pesquisas tem avançado até que, recentemente, os estudos apontaram a disfunção erétil como um marcador de problemas cardiovasculares”, disse Geraldo Faria, presidente da Sociedade Latino Americana de Medicina Sexual.

Segundo o médico, a disfunção erétil também está relacionada diretamente a obesidade, além da diabetes e doenças como hipertensão. Apesar disso, Faria avisa que dieta balanceada, prática de exercícios e terapia hormonal à base de testosterona pode evitar males. 

“Uma pesquisa alemã recentemente publicada no site do “Journal of Andrology”, feita pelo professor Armin Heufelder, demonstrou que, após um ano de acompanhamento, pacientes com hipogonadismo e diabetes que adotaram um estilo de vida saudável e receberam a terapia hormonal saíram do quadro de síndrome metabólica”, afirmou Farid Saad, especialista em endocrinologia.

Ainda no simpósio, os médicos apontaram um estudo que informou que os diabéticos que sofrem de disfunção erétil podem ter uma ereção peniana equivalente a de pessoas que não possuem o mesmo problema. No entanto, quem possui a doença depende de tratamentos com remédios para conseguir a mesma média.

 

 



31 de agosto de 2009

Obesidade extrema pode encurtar a vida em 12 anos, diz estudo

por amdanon


Em nossas buscas contínuas no sentido de trazer informações importantes para você, caro leitor, cara leitora, reproduzimos aqui matéria veiculada no jornal USA Today (e repercutida pelo portal Terra) que cita estudo sobre o fato de a a obesidade encurtar a vida de uma pessoa em 12 anos… vale a pena ler para nos protegermos! 

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Versão para o português: jornalista Luciana Fracchetta, do portal Terra
 

Estudo publicado pelo site do USA Today e realizado por economistas da área de saúde da Reaserch Triangle Park, N.C, afirma que pessoas com obesidade extrema vivem de 3 a 12 anos menos que pessoas com peso normal. A obesidade extrema, ou mórbida - como é mais conhecida - é considerada quando uma pessoa está 45kg acima do seu peso ideal (ou seu índice de massa corpórea ultrapassa 40).

Segundo o Cirurgião Bariátrico Marcelo Maiorano, as complicações de saúde que uma pessoa pode acarretar com peso excessivo são preocupantes. “Problemas que aparecem com a obesidade extrema como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e o aumento do colesterol no sangue, fazem com que o risco de um infarto do coração ou derrame se eleve consideravelmente. É por isso que a obesidade mórbida pode reduzir a vida de uma pessoa em até 12 anos”, disse.

O estudo também apontou que cerca de 66% dos adultos que vivem nos EUA estão acima do peso ou obesos. “No Brasil, essa porcentagem é menor e chega a ser em torno de 40%.” O médico também explica que as ocorrências de obesidade podem ocorrer com mais frequência em negros, quando comparado com brancos, e em mulheres quando comparadas com homens.

A Reaserch Triangle Park, N.C analisou dados de 366 mil norte-americanos e chegaram às seguintes conclusões:

- O excesso de peso foi responsável pela perda de aproximadamente 95 milhões de anos de vida nos EUA em 2008.

- Obesos não fumantes, com índice de massa corpórea em torno de 30, têm uma redução de um ano de vida ou menos.

- Os fumantes são os que pagam o preço mais alto. E os fumantes excessivos são os mais afetados. Um homem branco, de 18 anos, com peso normal e não fumante, tem uma expectativa de vida de 81 anos. Mas se ele é extremamente obeso, e fumante, a expectativa cai para 60 anos. Uma diferença de 21 anos.

Eric Finkelstein, um dos autores do estudo, afirma que estar moderadamente acima do peso não afeta muito na expectativa de vida das pessoas, pois hoje existem tratamentos para controlar problemas de saúde resultantes do sobrepeso, como alto colesterol, hipertensão e diabetes. “As pessoas precisam se preocupar com o sobrepeso quando possuem circunferência abdominal maior que 80cm, para as mulheres, e 94 cm para os homens. Essas têm risco elevado para diabetes tipo 2 e hipertensão”, disse Maiorano.

Uma pesquisa adicional conduzida pela mesma instituição mostra que as maiores despesas médicas dos norte-americanos são com medicamentos para controlar a obesidade. Pessoas acima do peso tiveram um custo estimado ao país de US$147 bilhões nas contas medicas em 2008 - o dobro de uma década atrás.

 



28 de agosto de 2009

Qual será o exercício físico que mais emagrece?

por amdanon


Mais uma matéria interessante para postarmos para os leitores do Blog, que diz respeito à importância da atividade física no sucesso do tratamento que, como sempre dizemos, tem de ser multidisciplinar.

Aliás, ficamos felizes pelo grande número de (silenciosos) leitores que aqui vêm para ficar a par de tudo. Dizemos silenciosos pois o que está faltando é mais debate, postagens de dúvidas. Aos mais de cinco mil diferentes internautas que entram mensalmente, dizemos que este espaço é de vocês e de todos que por aqui vierem. Sejam sempre todos(as) muito bem vindos(as)!

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Fonte: “Saúde e Bem Estar”. Jornalista: Francine Lima

O exercício físico que mais emagrece

 

Para funcionar, atividades têm que exigir esforço progressivo

 

Qual é o melhor exercício para perder 20 quilos? É o levantamento mais lento de garfo, poderiam dizer os médicos, fisiologistas e profissionais de educação física. Fazendo-se as contas, é fácil entender por que a dieta faz mais diferença na perda de peso que o exercício físico. O corpo perde massa quando gasta mais energia do que ingere. De toda a energia gasta por uma pessoa, 15% a 25% correspondem à atividade física. Quem tem uma dieta de 3.000 calorias por dia (bem acima da recomendada para um adulto não-atleta) e gasta 2.500 calorias para estar vivo teria de queimar pelo menos 600 calorias extras com exercícios se quisesse emagrecer sem mexer na dieta.

 

Mas os exercícios de alto gasto energético, como o boxe, são pesados demais para os obesos sedentários. A falta de preparo e as doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, poderiam nocautear o obeso muito antes de terminar o primeiro round. Para fins de perda de peso, portanto, mais vale reduzir o tamanho do prato. Então, para que serve o exercício se não é para queimar as calorias a mais?

O exercício físico “ensina” o corpo a usar os combustíveis fornecidos pelos alimentos de forma mais eficiente. No sedentário, afirma o médico do esporte Paulo Zogaib, o metabolismo está acostumado a estocar em forma de gordura quase tudo que entra. Como o corpo do sedentário se mexe pouco e gasta pouca energia, as calorias contidas em doces, massas, carnes e frituras vão quase todas aumentar os estoques de gordura dentro das células adiposas.

 

Quando a pessoa começa a se exercitar, os músculos precisam de mais energia do que estavam acostumados a usar, e o metabolismo é obrigado a se ajustar à nova necessidade. É aí, nesse ajuste, que começam a surgir os benefícios. Um deles é a maior capacidade de transformar gordura armazenada em energia. No sedentário, durante a atividade física, o corpo usa quase somente açúcar (glicose) como combustível. Mas o açúcar sozinho não serve para esforços de longa duração. Na queima do açúcar, fica um resíduo metabólico chamado ácido lático, que causa a dor da cãibra e limita o tempo de esforço. A gordura armazenada é um combustível mais eficiente, e é o condicionamento físico que mostra ao corpo o caminho até ela.

 

A questão é qual exercício vai ter melhor resultado em cada pessoa. O tempo de esforço que cada um suporta depende do peso corporal, da quantidade de massa muscular, da capacidade de consumo de oxigênio e de muitos outros fatores. Segundo Zogaib, não vale a pena apostar todas as fichas num exercício muito difícil, que vá esgotar suas energias em dois minutos. Nem num muito fácil, que se possa suportar por uma hora mas que não vá mudar nada no metabolismo. “O ideal é procurar um nível de esforço que seja difícil e que se possa continuar por 20 a 30 minutos”, diz. Normalmente, isso equivale a algo entre 60% e 70% da carga máxima que você aguenta, que pode ser medida pelos batimentos cardíacos.

 

A chave para ter resultado sempre é não se acomodar no esforço confortável. Como o corpo condicionado fica mais capaz de realizar esforço, exercitar-se aquém dessa capacidade significa descansar. É preciso dificultar um pouco mais o exercício a cada vez.

 

“Quando o corpo se ajusta ao maior consumo de energia, surgem os benefícios”
PAULO ZOGAIB, médico do esporte

 

Os exercícios contínuos de longa duração (caminhada, corrida de fundo, natação) foram por muito tempo considerados a melhor opção para emagrecer. Mais recentemente, no entanto, percebeu-se que é mais fácil perder peso combinando esses exercícios (chamados aeróbicos) com os exercícios de força, que aumentam a massa muscular. Isso porque os músculos são grandes consumidores de energia. A musculação aumenta esse consumo não só durante, mas também horas depois do exercício. Num estudo com adolescentes obesos realizado pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) na Universidade Federal de São Paulo, a eficácia dessa combinação foi testada e comparada com aquela antiga, recomendada pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte. Todos os voluntários seguiram durante um ano a mesma terapia, que inclui exercícios monitorados, orientação nutricional, atendimento psicológico e atendimento clínico. Mas, na hora dos exercícios, ao longo de 14 semanas, eles foram divididos em dois grupos. Parte deles fez 60 minutos de caminhada ou corrida na esteira, três vezes por semana, enquanto os demais fizeram 30 minutos de exercício na esteira mais 30 minutos de musculação.

 

Esses 30 minutos de musculação não eram iguais em todas as sessões. A cada dia da semana havia um treino com cargas diferentes. E, a cada quatro semanas, a sobrecarga usada mudava. É a periodização. “Esse tipo de treino normalmente é proposto para atletas e esportistas”, diz Denis Foschini, autor do estudo. Ao final, ele observou nos voluntários do grupo da musculação um melhor ganho de saúde em comparação com o primeiro grupo. Foram registrados melhores resultados em matéria de resistência à insulina, colesterol, força e massa muscular, taxa metabólica de repouso e diminuição da dor. “O grupo que fez só esteira perdeu força, enquanto o da musculação aumentou a força muscular em 300%, em média”.

 

Luis Filipe Galo, de 19 anos, entrou no programa pesando 98 quilos e saiu com 74. Ele ficou surpreso quando, após a bateria de exames que a equipe da Unifesp encomendou, no começo do ano passado, foi diagnosticado como obeso, com problemas no fígado, resistência à insulina e um tumor maligno na tiroide. Até então, sua barriguinha proeminente, nem tão grande assim, não incomodava muito e ele levava tranquilo sua vida sedentária. Por sugestão da mãe, inscreveu-se no programa da universidade. Logo que começou com os exercícios e a dieta, aderiu ao novo estilo de vida. “No começo dói o corpo todo. Mas adorei tudo desde a primeira semana”, diz Galo. Agora ele tem de se cuidar por conta própria. Sem a tiroide por causa do tumor, pretende manter o peso numa academia assim que se recuperar da cirurgia.

 

Ainda que a perda de peso seja lenta, os resultados das alterações metabólicas podem ser sentidos longe do espelho. À medida que se adapta aos novos esforços, o corpo sofre menos para executar movimentos que antes eram um suplício. A estudante Fernanda Larissa Camilo já tinha tentado diversas vezes perder peso numa academia. A inibição diante de sarados e magrinhas e o tédio na musculação a levavam a desistir. Depois de um ano de terapia com o GEO, já acha o exercício prazeroso. “Fico feliz quando consigo aumentar a carga”.

 

Os especialistas afirmam que é mais importante apreciar as pequenas mudanças e adotar para sempre o hábito de se mexer que realizar grandes esforços e emagrecer rapidamente. Com o tempo, um lance de escada que antes causava suadouro exagerado, dor nos joelhos e preguiça passa a fazer parte do cotidiano. Mais disposto e sem dores, o ex-obeso começa automaticamente a se movimentar mais e a gastar mais energia. É um longo processo, mas ele funciona.

 

O exercício físico que mais emagrece      

 

Para funcionar, atividades têm que exigir esforço progressivo

 

 

A melhor opção é sempre aquela que você não vai largar. Invista no prazer

 

 

O conselho dos especialistas é: pratique a atividade física de que você mais gosta. Assim é mais fácil manter o hábito. Até jogar peteca dá bom resultado. Basta ir ajustando a duração e a intensidade à medida que aumentar sua capacidade. Depois, pode-se evoluir para modalidades mais intensas. Quem quer praticar corrida deve se certificar de que as articulações estão aptas a suportar um impacto equivalente ao dobro de seu peso corporal. “É preciso muito cuidado com o aparelho locomotor”, diz Arnaldo José Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.

 

 

CAMINHADA
Apesar de ser um dos exercícios mais leves, pode representar um esforço intenso para uma pessoa muito pesada e sedentária. É a modalidade mais segura. De baixo impacto, não força muito as articulações. Requer apenas um tênis confortável, uma bela paisagem e, se quiser, boas companhias

 

DANÇAS
As de salão são uma boa alternativa para quem não gosta de monotonia. Podem ser mais intensas que a caminhada, pois movimentam o corpo todo. Mas não vale ficar no fundo da sala assistindo. A dança funciona como exercício aeróbico – desde que você dance sem parar

 

NATAÇÃO
Recomendada como atividade aeróbica, é indicada para quem gosta de ficar sozinho, no silêncio. Tende a gastar menos energia que a corrida, mas tem a vantagem de não exercer impacto sobre as articulações. O ideal é complementá-la com exercícios de força

 

HIDROGINÁSTICA
Pode ser programada para exercitar força e capacidade cardiovascular alternadamente. Aparelhos que aumentam a resistência da água intensificam o esforço e aumentam o suadouro, preservando coluna e joelhos. Ótima opção para “pegar pesado” sem precisar levantar peso

 

MUSCULAÇÃO
Complemento importante dos exercícios aeróbicos, aumenta a massa muscular e o gasto energético. Também ajuda a proteger as articulações e fortalece os ossos. A pessoa pode fazer todos os exercícios sentada e com a coluna apoiada, o que facilita os movimentos para os muito obesos

 

 

 

 

 

 



28 de agosto de 2009

Os riscos da obesidade infantil

por amdanon


Recentemente, deparamo-nos com esta interessante matéria escrita pela jornalista Sabrina Passos que alerta para uma questão que, infelizmente, vem crescendo sobremaneira: a OBESIDADE INFANTIL. Resolvemos compartilhar com vocês este importante assunto… boa leitura!

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O problema da obesidade é, infelizmente, generalizado.

Isso significa que todas as idades vêm sofrendo, principalmente, com a má alimentação e a diminuição das atividades físicas. E as crianças não ficam ilesas. A obesidade é considerada a doença crônica que mais prevalece na população infantil.

Dados indicam, segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), que um processo de transição nutricional vem ocorrendo nas ultimas três décadas. A avaliação de crianças brasileiras estudada pela Pesquisa Brasileira do Orçamento Familiar do IBGE indica que, na faixa etária de 10 a 19 anos, a frequência de excesso de peso é de 16,7%. Esta freqüência é ainda maior para os pré-adolescentes, entre 10 e 11 anos, chegando a 22%.

O mesmo estudo aponta que as meninas sofrem mais do problema que os meninos e que nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste o número de pequenos obesos é maior. “Meninas do sudeste urbano apresentam os maiores índices de obesidade entre as crianças e adolescentes do país, chegando a 4%”, calcula a nutricionista Mariana Del Bosco, do Departamento de Nutrição da ABESO.

Segundo ela, o tratamento da criança obesa deve ser instituído o mais precocemente possível, assim que se faz o diagnóstico. “Os estudos apontam que a maneira mais eficaz de tratar a obesidade infantil, de forma que a criança emagreça e mantenha-se num peso saudável a longo prazo, é a reeducação alimentar, inserida num processo de mudança de comportamento, tanto com relação às práticas alimentares, como com relação ao estilo de vida”, ensina a profissional. Além disso, a prática de exercícios físicos é fundamental. “A criança deve abandonar os hábitos sedentários e gastar mais energia com atividades do dia-a-dia, além de ter uma atividade física programada”, recomenda.

Ela indica ainda que família toda siga orientações para uma alimentação mais saudável. “Devemos rever e orientar a aquisição dos gêneros alimentícios, a forma de preparo e o padrão de consumo. De maneira geral, diminuindo o consumo de alimentos de alta densidade energética (frituras, guloseimas, fast-food) e estipulando frequência e quantidade adequadas. É também importante ajustar os horários, garantindo o fracionamento adequado. Práticas como comer na frente da TV ou computador devem ser abandonadas”, finaliza. Para tirar ainda mais dúvidas sobre esse assunto, o Vila Filhos foi conversar com o endocrinologista Marcio Mancini, presidente da Abeso, que falou sobre os perigos da doença e o uso de medicamento e até cirurgia como tratamento.

A obesidade infantil pode ser fatal?
Dá-se menos atenção à obesidade na infância, mas ela leva às mesmas doenças que na idade adulta, ou seja, pressão alta, alteração de colesterol, diabetes, apnéia do sono, etc. Raramente ocorrem mortes em consequência da obesidade na infância, mas ocorre uma redução da expectativa de vida.

Que tipo de problemas ela acarreta principalmente?
Além dos já citados, agravamento de quadros de asma e outras doenças respiratórias, dores articulares e inadequação à atividade física, desajustes psicológicos, depressão e até isolamento.

Quais as principais causas: orientação inadequada ou alimentação incorreta mesmo?
Falta de atividade física e alimentação incorreta com excesso de gorduras e açúcares são as principais. Claro que há crianças com maior propensão, por isso é indicado a consulta com especialistas como endocrinologistas e nutricionistas.

Filhos de pais obesos possuem mais chances de desenvolver o problema do que os que possuem histórico familiar saudável?
Sim, pela causa genética e por compartilhar de ambiente inadequado.

Criança pode tomar medicação para emagrecer? E pode fazer a cirurgia de redução de estômago?
Casos selecionados podem usar medicações, desde que prescritas por especialista com experiência na área. A cirurgia de redução de estômago seria uma medida de exceção, somente se aprovada por uma junta médica e por um conselho de ética da instituição, além do próprio Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

Por Sabrina Passos



23 de julho de 2009

Quando o trabalho afeta a saúde: entenda relação do estresse com obesidade

por amdanon


Pessoal, primeiramente, queremos agradecer a ótima audiência do Blog! Você é sempre muito bem vindo, muito bem vinda! Pena que a maioria é tímida e não participa (ainda) de discussões. Mas sabemos que lêem a aproveitam tudo. E, por isso, buscamos, cada vez mais, trazer matérias e artigos diferenciados para que possam aproveitar. Vejam que interessante esta publicada ontem, quarta-feira, pelo InfoMoney…

Quando o trabalho afeta a saúde: entenda relação do estresse com obesidade


Fonte: InfoMoney (jornalista: Flávia Furlan Nunes)

SÃO PAULO - Você trabalha muito, dorme pouco, come mal e ainda não faz exercícios físicos. A combinação é terrível para a sua saúde física e mental. Muitos profissionais sabem disso, mas pouco fazem para mudar a situação. O fato é que, dentre as muitas doenças que se pode desenvolver, em meio a essa rotina de estresse, está a obesidade.

De acordo com a diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional), Ellen Simone Paiva, as características da vida moderna podem estar relacionadas a um balanço energético positivo, levando ao ganho de peso. “Dentre elas, podemos citar a alimentação inadequada, o sedentarismo e o estresse”, afirmou.

Não é à toa que, dentre as queixas mais comuns entre as pessoas que procuram tratamento para a obesidade, está o estresse, apontado por 80% daquelas que ganharam peso.

Estresse e obesidade
O corpo responde ao estresse por meio de adaptações físicas ou comportamentais. Na realidade, o problema aumenta o estado de alerta diante de novas situações, a tolerância à dor e a produção e liberação de substratos energéticos dos estoques corporais, principalmente sobre a forma de glicose e gordura… É então que o estresse pode gerar a obesidade.

“Esses substratos em excesso são conhecidos por causar alterações metabólicas ligadas à obesidade e ao diabetes”, disse a médica.

Existe ainda um fator comportamental que faz com que o estresse gere aumento de peso. “Os relatos são unânimes: as pessoas comem muito mais quando expostas a fatores de estresse, podendo ocorrer queixas de fome excessiva, comportamento “beliscador” e até uma necessidade patológica de consumir grandes volumes de alimentos, a chamada compulsão alimentar”, relatou.

Os hormônios e o sono
Em quadros de estresse, notou-se também o aumento de alguns hormônios relacionados à obesidade, como o corticóide, que têm a capacidade de aumentar o peso dos pacientes, quando usado sob a forma de medicamento e até quando produzido em excesso pelo organismo.

“Nossas dúvidas não estão sanadas a esse respeito, uma vez que muitos indivíduos estressados e com elevação da cortisona não engordam e, por outro lado, muitos obesos estressados não expressam aumento do seu corticóide endógeno. Por isso, muito provavelmente, a diferença entre estes pacientes é o volume de alimentos ingeridos”, afirmou Ellen.

Além disso, a falta de sono provocada pelo estresse também pode causar a obesidade, o que é explicado por vários fatores. “O primeiro deles trata-se de um estado de estresse crônico. Além disso, várias alterações hormonais induzidas pela privação de sono podem influenciar o ganho de peso, como é o caso da grelina e leptina, hormônios relacionados ao controle da fome e da saciedade”, disse a diretora do Citen.

O que pesa mais
Entre aspectos biológicos e comportamentais, Ellen disse que o segundo tem mais importância no ganho de peso em quadros de estresse. “O maior fator associado ao ganho de peso é comportamental. O que engorda é o balanço energético desfavorável: a associação da ingestão excessiva de calorias somada ao sedentarismo”, concluiu.